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21/09/2010

Correntes à Moda Antiga

Essas correntes de Internet de Hoje em dia te dão cada vez mais medo!

Estou fazendo a minha parte!


Oi, meu nome é Samira, moro em Campinas-SP (moraria se não tivesse me mudado) e tenho 13 anos (teria 14, mas meu aniversario é dia 31 de fevereiro, e esse ano, fevereiro foi até dia 30).


Ops... Samira errada! ¬¬


Um dia estava dando uns rolê com minha mobilete Monark 89 preta (estou vendendo, interessados me liguem!!) quando a correia dela escapou e enroscou no aro, travando tudo a bagaça, e me fazendo voar, rumo a uma árvore de morangos, onde meu cachecol enroscou, me fazendo ficar pendurada, até que um senhor apareceu, e ao invés de me ajudar, ficou me cutucando com uma vareta (daquelas de fazer pipa) com cara de mocotó, até que uma jaca caiu na cabeça do pobre homem.


O resgate chegou, e me salvou... Já o velho não teve tanta sorte.


Até hoje, a alma desse desgraçado vem me cutucar a noite, e é através dessa mensagem, que peço encarecidamente, que repassem ela para 2000 comunidades, 15 amigos, 10 flogs (blogs também valem), 5 hosts, 15 myspace's, mandem por e-mail para 50 pessoas, enviem cartas a 20 pessoas e para o garoto propaganda das Casas Bahia.


Caso contrário, o velho vai te cutucar essa noite, e você vai sentir como essa varinha incomoda (na verdade, no começo é chato, mas depois até que não é tão ruim... Hum... Na verdade acho que é bom! Já volto!!! Vou procurar o velhote!)


Suzicleide resolveu rir dessa mensagem, e agora está cuspindo pedacinhos da vareta até hoje.

Creusa... Coitada, ela tava pulando corda e quando o velho foi cutucar ela, ele se enroscou, cai e se enforcou, e a coitada teve que assistir a segunda morte do velho...

06/07/2010

Tocando O Terror #10

Olá Crianças...

O Tio Mascador trouxe uma história daquelas hoje, ela vem lá do sul do Brasil, e segundo o autor, aconteceu com ele de verdade. O mascador, não se responsabiliza pela veracidade dos fatos aqui descritos. *-* (Sempre quis dizer isso!!)
Mas Chega de enrolação...

Foi no final da década de setenta, durante uma madrugada gélida (fato comum aqui no Rio Grande do Sul), que esse fato ocorreu comigo.

Na época eu era funcionário do Estado e algumas vezes, permanecia trabalhando durante a noite inteira. Numa dessas noites, um colega que havia terminado sua jornada solicitou uma carona até em casa. Ele residia num bairro distante do local onde ficava localizada a repartição.

Quando retornei já era madrugada alta, fui colocar o veículo num estacionamento onde os lugares eram demarcados. O tal estacionamento ficava localizado num vasto terreno circundado por uma cerca de zinco. Internamente ele possuía como divisor físico um tapume de madeira, separando assim duas áreas, o estacionamento (onde eu estava) e outra, utilizada para serviços diversos.

O tapume de madeira não cobria todo o espaço, ficando a uns trinta centímetros do solo, assim, quem estivesse no estacionamento poderia ver os pés de quem estava no outro lado e vice e versa. Desliguei o motor do carro e desci. Tão logo iniciei o meu caminho até a saída, senti nitidamente que estava sendo observado. Na parte que eu havia deixado o carro a lâmpada do poste estava queimada, seria preciso avançar mais trinta metros para atingir outra parte iluminada do terreno.


Instintivamente olhei para o tapume divisório, percebendo que alguém caminhava no mesmo sentido, porém do lado oposto. Estranhei a "companhia”. Pelo certo não deveria ter ninguém na área desativada pelo horário tardio. Intrigado e já ficando nervoso, diminui a minha passada, esperando que o visitante cruzasse pelo poste iluminado antes de mim, para que eu pudesse saber "de quem se tratava".

Quando estanquei a passada "ele" estancou também do outro lado. Recomecei a andar, mas confesso que agora já estava ficando perturbado pelo acompanhamento anônimo. Na parte central do estacionamento o tapume sofria uma solução de continuidade.

Casualmente nesse vão existente, a iluminação era razoavelmente boa, ali certamente eu veria o intruso de corpo inteiro. Conforme fomos "nos" aproximando na luz, percebi de soslaio (eu não voltava à cabeça diretamente, apenas espiava, pois "ele" tinha o cuidado de caminhar dois passos atrás, ou seja, nunca ficamos lado a lado, parecia me espreitar) que não eram pés humanos e sim patas de um animal canino.

Estranhei o comportamento daquele bicho, parecia racional demais, não se apresentava em minha frente nunca, caminhava silenciosamente, se ocultando nas sombras e quase no mesmo ritmo do meu passo. Finalmente cheguei ao ponto mais iluminado onde existia o vão no tapume Virei o pescoço e fiquei aguardando "ele" surgir...

A primeira coisa que vi realmente foram dois olhos faiscantes em minha direção. Sei que os olhos dos caninos e felinos brilham na noite, mas "aqueles" brilhavam com uma intensidade perturbadora. Senti um frio correr pela espinha e uma sensação desconfortável de medo. Era um cão incrivelmente negro, grande sem ser descomunal, os olhos faiscantes ficavam "colados" em mim o tempo inteiro, parecia adivinhar meu pensamento.

Ficou me acompanhando pelo outro lado do tapume (uns cinco metros) e mesmo com o vão existente que possibilitava a entrada dele no estacionamento ele não o fez, continuou "me escoltando", sempre alguns passos atrás, quando eu olhava em sua direção ficava ofuscado pelo intenso brilho daqueles olhos impressionantes. Mesmo quando saí do estacionamento e atravessei uma rua em direção do meu local de trabalho não tive coragem de olhar para trás, pois "sentia" ainda seus olhos sobre mim.

Depois daquela noite, fiquei pensando sobre o caso, naquelas cercanias não havia residência alguma e tantas vezes eu já estivera naquele local sem ver nada, de onde teria surgido aquele cão negro de comportamento tão intrigante?

Newton Nascimento – Porto Alegre.

Esse Conto/História/Causo Foi kibado da Casa do Fantasma!

02/06/2010

Tocando o Terror #9 - O Canavial

Mais atrasado que coice de porco, Mais feio que encoxar a vó no tanque, tardando mas nao falhando... Muito. Aqui está o Tocando o Terror dessa Terça quarta feira!

O CANAVIAL

No interior de Minas Gerais muitos "causos" misteriosos são contados . Um causo muito estranho aconteceu numa cidadezinha, cuja fonte de renda era a cultura de cana de açúcar. Das grandes fazendas aos sítios, a única coisa que se via eram grandes roças de cana. Numa dessas fazendas, que abrigavam colonos de toda parte do país, conta-se que um casal de nordestinos chegou e pediu emprego.


Além do emprego, deram a eles um casebre, próximo a roça, para que morassem.
O casebre era bem isolado dos demais, pelo fato de ser um dos mais antigos.

Os outros colonos achavam o novo casal muito estranho, quase não conversavam e não participavam da missa de domingo.


A mulher, que mais parecia um bicho do mato, estava grávida, mas mesmo assim todas as madrugadas ela ia para a roça cortar cana. Num dia muito quente, desses que parece que até o chão ferve, um incidente muito triste ocorreu. O marido da "Bicho do Mato"- como era conhecida aquela estranha mulher - fora picado por uma cobra e faleceu em poucas horas.

"Bicho do Mato" ficou mais transtornada e mais estranha ainda. Até as crianças tinham medo dela. Ela continuo cortando cana até o nascimento do filho. Quando o bebê nasceu, "Bicho do Mato" sumiu ... não cortava mais cana, não abria a porta do casebre para ninguém. As colônias diziam que ela estava de resguardo e como era muito orgulhosa, não aceitava ajuda de ninguém. Coincidentemente, na mesma época do seu "sumiço", escutava-se todas as noites, um bebê chorando no canavial.


Os bóias frias ficaram encucados com aquele choro e um dia resolveram procurar ... Eles andavam, andavam e nada de encontrar o bebê. Quando se aproximaram do casebre, notaram que o choro ficou mais forte, parecendo que vinha de baixo da terra. No dia seguinte voltaram e arrancaram o pé de cana. Para espanto de todos, encontraram o corpo de um bebê já em estado de decomposição. O dono da fazenda chamou a polícia e eles invadiram o casebre. Encontraram "Bicho do Mato" encolhida no canto do casebre como uma louca.

O fogão de lenha estava manchado de sangue.
Descobriu-se depois que ela matou seu próprio filho, socando sua cabeça na beira do fogão e depois o enterrou no canavial. A mulher foi levada para um sanatório e o bebê foi enterrado numa cova digna, no cemitério da fazenda, onde o padre rezou uma missa pedindo por sua alma. Depois disso, nunca mais ninguém ouviu o choro do bebê...

19/05/2010

Tocando O Terror #7

Boa Noite galera!
Tentei, tentei, tentei, mas não consegui postar na noite de terça-feira.
Mas nem da nada! Vai na Madrugada de Quarta mesmo.
O Tocando o Terror de hoje, vem Lá da terra do sol nascente, onde tem uma floresta macabra. Não se sabe se a floresta tem alguma coisa a ver, mas o número de suicídios La dentro é um dos maiores do mundo.

Curtam ai... Ou Não!


Há séculos uma floresta no Japão, aos pés do Monte Fuji, vem chamando a atenção de diversas pessoas.

Algumas são atraídas por histórias macabras contadas a respeito do local.
Aokigahara, é uma floresta gélida com o solo rochoso de formação vulcânica, com grutas e cavernas congeladas que mesmo no verão não degelam.
À medida que se adentra na floresta, a mata fica cada vez mais fechada dificultando a passagem da luz do sol, deixando o local com uma forma sombria e assustadora.
Histórias de manifestações sobrenaturais que ocorrem no local são comuns entre os moradores da região.

Algumas pessoas que visitam o local, já dentro da floresta, sentem perda dos sentidos, desorientam-se e não conseguem achar o caminho de volta.
As que conseguem voltar relatam ter encontrado com outras pessoas, com feições mórbidas, que aparecem do nada e somem repentinamente. Devido à concentração de minério de ferro nas rochas vulcânicas, muitos afirmam que os equipamentos de orientação são prejudicados, por isso, muitas pessoas acabam se perdendo. Mas segundo alguns especialistas do exército japonês, o ferro contido nas rochas não é o suficiente para desorientar um aparelho como uma bússola ou GPS, o que nos faz pensar no porquê das ocorrências de desorientação. Lembrando ainda que os equipamentos GPS modernos, funcionam que circuitos eletrônicos que captam os sinais de satélites em órbita da terra, não tendo motivo para sofrerem interferência de rochas magnéticas.
Há muitos anos a floresta densa e fria carrega a fama de amaldiçoada.
Registros de histórias datadas dos anos de 1800 (período no qual o Japão passou por grandes dificuldades devido a crises sociais e desastres naturais), relatam casos de camponeses que devido à grande miséria abandonavam bebês, idosos e inválidos na mata, para que os mesmos morressem por ali, diminuindo os gastos da família.
Diversas placas foram colocadas nas entradas do bosque, com mensagens como:
“Por favor, reconsidere" ou "Não guarde suas preocupações só para você, procure ajuda" e outras com o mesmo intuito de evitar mais suicídios, mas geralmente não surtem efeito.


Por ano são registrados dezenas de casos de suicídio no local. Desde 1950 mais de 500 corpos foram encontrados na floresta, sendo a maioria deles com sinais evidentes de suicídio.
Só em 2002 foram registrados 78 casos.
Aokigahara perde apenas para Golden Gate Bridge, em São Francisco, que nas estatísticas é o lugar onde mais ocorreram suicídios no mundo.
Devido a esta atração, não é raro encontrar no interior da floresta corpos humanos em vários estados de decomposição.
Existem grupos de busca que retiram os cadáveres dos locais mais acessíveis, mas poucos se atrevem a procurar mais ao interior da floresta, pelo receio de não conseguirem voltar.
Existem restos mortais que estão à décadas na floresta, e até séculos.
Alguns Corpos são devorados por animais selvagens, outros se decompõe lentamente fazendo parte de um cenário macabro e atormentador.


Como existem algumas imagens fortes, não postei, mas clicando aqui ou nas imagens, você pode ver o site original e as imagens.

24/04/2010

Será o Fim do Mundo??

Levado pela onda do fim do mundo em 1999, 2000, 2012 e afins, andei pesquisando sobre algum tipo de “fim do mundo científico”, e acabei dando de cara com esse vídeo do Discovery, se não me engano.

A Animação em 3D, mostra como seria se o meteoro Apophis, se chocasse contra a terra.

De acordo com os cientistas, a probabilidade de isso acontecer em 2036 é grande.



Tomara que se acontecer mesmo, eu já esteja a uns sete palmos de terra! Oo

23/03/2010

Tocando o Terror #2

Buona Cera Pessoal... (Lembrete: Essas Sessão devia ser postada a noite)

Depois de uma semana procurando a iluminação espiritual, com monges bundistas Tibetanos, treinamentos em kung fu, meditações e outras cositas mas...

Consegui Copiar e colar Escrever o Tocando o Terror de Hoje...

Sinceramente... Li Esse de madrugada... Me arrepiou! =D


Visitante Indesejável

Yara estava realmente apertada para ir ao banheiro. Estacionou seu carro na garagem, abriu a porta e saiu praguejando contra a vontade insuportável de urinar, nem se importando em fechar a porta ou desligar o rádio que guinchava aos acordes alucinados da guitarra de Jimi Hendrix. Ela e o marido estavam passando alguns dias em sua casa no lago, que fica em uma região praticamente desabitada no interior do estado. Nessa época do ano não havia movimento nenhum por perto, e ficaria assim por alguns meses, até que chegasse a época das férias escolares, e era exatamente isso o que eles estavam procurando quando decidiram passar uns dias na casa do lago. Eles queriam uma espécie de segunda lua-de-mel.



Ela acabara de voltar do supermercado e achava que se demorasse mais um segundo para ir ao banheiro não agüentaria e acabaria urinando nas calças. A porta da sua casa parecia estar a anos luz de distância e ela correu desajeitada, apertando as pernas. Se não estivesse tão desesperada para ir ao banheiro, talvez tivesse notado o detalhe um pouco inquietante: a porta da entrada não estava trancada. Ao invés de reparar nisso, ela quase derrubou a porta ao entrar, atravessou o hall de entrada em direção ao banheiro do andar de baixo, que ficava depois da cozinha, nos fundos da casa. Parou de repente por que escutou um som estranho vindo da cozinha.

Estava parada no corredor, entre a sala de estar e a própria cozinha, a respiração ofegante, a vontade de urinar cada vez mais insuportável. Sua calcinha já estava úmida de gotas de urina que escaparam do seu controle, mas o medo a manteve paralisada e atenta ao som que ouvia. Era baixo e aterrorizante, mas era um som que ela conhecia muito bem. Era o som de faca cortando carne, Ou melhor, de faca "destrinchando" carne.

Conhecia esse som muito bem desde os seus 18 anos, porque seu marido Tony era o açougueiro do bairro onde moravam. Mas não podia ser ele na cozinha. Há poucas horas ele tinha saído para pescar no lago, e quando ele saia para pescar, levando sua embalagem com seis cervejas dentro de um isopor, ele só voltava ao anoitecer para o jantar.

Avançou mais um pouco, o mais silenciosamente que conseguiu, apertando as pernas para conter sua vontade de ir ao banheiro, e tentou ver do lugar onde se encontrava se conseguia avistar quem estava na cozinha. Encostada no batente da porta, ela se encolheu e conseguiu ver sem ser vista: era um homem, completamente estranho. Ele estava de costas para a porta da cozinha, debruçado sobre a mesa, na frente do que a princípio parecia ser um boi inteiro nadando em sangue. As paredes, janelas e todos os eletrodomésticos e demais utensílio da cozinha estavam encharcados de sangue. O homem se inclinou e enxugou a testa com a manga do paletó, um gesto peculiar de quem esta suando e cansado do trabalho duro.

O medo que até então estava só esperando um empurrãozinho para começar a dar sinal de vida se manifestou, porque agora que ele se inclinou ela pôde ver que, afinal de contas aquilo na mesa sendo retalhado não era um boi. Não, não era boi coisa nenhuma e sim uma pessoa, e estava usando botas de cowboy, muito parecidas com o par que seu marido tinha, aquele que ela lhe deu de presente no Natal passado e que ele sempre usava quando ia pescar no lago. Sentiu um líquido quente escorrer pelas pernas e um alívio repentino na bexiga, e notou sem muito interesse que finalmente urinara nas calças. Mas isso não era o mais importante agora.

O importante mesmo era que esse camarada que estava ali na sua cozinha, usando a faca Gynsu de seu marido cortar carne, fazendo seja lá o que for com uma pessoa, e por favor meu Deus, que essa pessoa não seja o Tony, não notasse que ela estava ali, pelo menos até que ela chegasse ao seu carro na garagem e...

Mas no momento em que ela pensou em se virar cautelosamente e sair, como se o homem tivesse conseguido ler seus pensamentos, uma voz terrível, rouca e cadavérica, como se saída da boca de um defunto, falou calmamente, sem que o homem sequer se virasse ou interrompesse o que estava fazendo: - Sei que você está aí. Ouvi o barulho do carro chegando e além disso você esqueceu de desligar o rádio. Está ouvindo? Gosto dessa música. Lá fora, o rádio de seu carro continuava tocando música muito alta, só que as guitarras de Jimmy Hendrix agora foram substituídas pelo som dos The Doors tocando People are Strange.



Ele começou a cantarolar a música e se virar bem devagar... Yara gritou quando viu seu rosto. Qualquer um gritaria. Ele era totalmente deformado, o rosto parecia mais uma máscara do dia das Bruxas, com dentes podres e lábios arreganhados em um sorriso hediondo. Mas o que a fez gritar não foi a sua deformidade, mas sim o que viu em seus olhos: loucura e maldade. Seus olhos eram cruéis, e irradiavam um ódio contido por tudo que fosse vivo. Sua boca estava suja de sangue e ela notou com crescente horror que ele havia lambido o sangue que escorria do corpo. Ele veio em sua direção e ela ainda tentou correr, mas ele agarrou-a pelos cabelos e puxou-a pra si, dando uma gargalhada terrível. Ela tentou fugir golpeando e chutando a esmo, mas ele era muito forte, parecia que tinha uma força sobrenatural.

Tentou gritar, mas quando abriu a boca levou uma pancada na cabeça e desmaiou. E mesmo que ela tivesse conseguido gritar, quem a ouviria? Quando acordou, horas depois, estava amarrada na cadeira de sua mesa de jantar, totalmente imobilizada e amordaçada. Sua cabeça não podia se movimentar para nenhum lado, apenas seus olhos se mexiam e olhavam ao redor, apavorados. E, coisa estranha, seus cabelos estavam molhados e ela sentia um desconforto na parte superior da cabeça, bem no centro. Tentou soltar as mãos. Impossível. Estava em uma posição bastante desconfortável e sem nenhuma chance de se mexer ou se soltar.

Pelo pouco que podia ver, parecia que estava sozinha. Mas depois notou que não, não estava sozinha. Sim, finalmente pode ter certeza de que era seu marido quem estava na mesa. E agora o que ela via na sua frente era o que restou dele, arrumado cuidadosamente em sua poltrona preferida. O homem, ou seja lá o que era aquilo, retalhou seu marido inteiro, e depois tentou colocar tudo no lugar novamente, só que de uma maneira bem grotesca. A barriga estava toda aberta, expondo os órgãos internos, mas ela pode notar que faltava boa parte deles. Os braços e parte das pernas foram arrancados e pregados na parede. As orelhas e os olhos também foram arrancados e jaziam espalhados pelo chão. Ele colocou uma peruca loura na cabeça do cadáver, e vestiu uma saia que ela não reconheceu como sua. Passou batom nos lábios, imitando um sorriso de palhaço e em suas mãos tinha um cartaz escrito: "Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura, o pior pecado é a Luxúria".

O desconforto na sua cabeça foi aos poucos ficando mais intenso. Depois de muito tempo ela percebeu que eram gotas que caiam na sua cabeça. Talvez algum cano tivesse estourado bem em cima dela. Depois ela notou que na parte da cabeça em que caiam os pingos não havia cabelos. Isso era certeza, porque ela podia sentir as gotas caindo diretamente sobre seu couro cabeludo e incomodando muito. Horas se passaram. Agora as gotas que caiam a todo o momento na sua cabeça pareciam ser feitas de chumbo. Tentando freneticamente se livrar das cordas, ela cortou os pulsos e se machucou inutilmente, sem conseguir se mover sequer um milímetro. A dor na cabeça estava ficando insuportável. Como ela não podia mexer a cabeça, as gotas caiam continuamente e num ritmo bem calmo, sempre e sempre no mesmo lugar...

Essas foram as informações coletadas pela perícia : “Casal encontrado assassinado em casa. O açougueiro Antônio Marcos Ravel e sua esposa Yara Felix Ravel foram encontrados mortos depois de setenta e quatro dias, na sala de estar de sua casa de veraneio. Os corpos foram descobertos pelo vizinho, que veio passar as férias com a família e notando o cheiro que saía da casa, resolveu chamar a polícia.”

“O Sr. Ravel foi encontrado na sala de estar, todo mutilado e retalhado, usando uma peruca e uma saia, maquiado de forma grotesca. Em seu corpo não restava uma gota de sangue. Sua esposa estava amarrada na cadeira da mesa de jantar, imobilizada, o assassino perfurou um cano bem acima da cabeça da vítima, fazendo com que gotas de água que caiam continuamente no mesmo local em sua cabeça, perfurassem seu crânio, levando a mesma a morte após vários dias de sofrimento e agonia. Ambos os corpos estavam em avançado estado de decomposição. O casal não tinha inimigos e eram pessoas honestas e trabalhadoras. Nada foi roubado e a polícia não tem pistas do assassino e nem do motivo de um crime tão brutal."

Se você tem a sua história, sugestão, dúvida, dica, ou se quer só incomodar e passar o tempo mesmo, mande um e-mail e encha nosso saco Caixa de entrada mascador_de_borboleta@hotmail.com (acho que é esse mesmo!)

16/03/2010

Tocando o Terror #1

Oooooooooooooooo Vida amargurada... Lalalala... (8)

Ops, já to no ar post!

Bom Dia Crianças... Hoje tem bobeira sessão nova no blog.

Mais uma das revolucionárias invenções do Grupo Mascador Corporation Inc.

A partir de hoje, toda terça-feira, teremos uma história ou conto de terror, lenda urbana, teoria de conspiração, mensagem subliminar ou coisas do gênero. Se o conto for muito grande, ele será postado em partes, do mesmo jeito, toda terça. Não garantimos se as histórias são verídicas ou não, mas a intenção aqui é a diversão mesmo, e não uma espécie de caça fantasmas procurando revelar se tal história aconteceu mesmo ou se é só lorota... (Se bem que uma história real seria altamente cool).

Então, vamos abrir essa bagaça em grande estilo...


A Casa Abandonada

Havia uma casa, nas redondezas da casa da minha avó, que havia sido habitada por um homem que assassinou três mulheres. Minha avó me enchia de medo contando as historias da casa mal-assombrada! Mas a verdadeira história começa quando eu fiz 17 anos. Era uma noite de sábado, e eu e minhas primas, Penélope e Sophia, resolvemos que quando todos dormissem iríamos ver a tal casa! A Sophia, sempre corajosa, disse que ela mesma ia abrir um buraco na cerca que protegia a casa.


Quando eram três horas da manhã, nós pegamos nossas mochilas e saímos em silêncio; Atravessamos a rua deserta onde os garotos que moram na rua nos esperavam: Gustavo, Pedro e Arthur. Nós seguimos para a casa, Gustavo e Sophia começaram a cortar a cerca de arame farpado, quando eles terminaram, nós entramos. O estado da casa era o pior possível, a pintura rosa estava se decompondo, as paredes tinham imensos rachados e as portas e janelas estavam totalmente comidas pelos cupins. Arthur resmungou que aquilo não era legal e que íamos nos meter em encrenca. Pedro respondeu rindo muito de Arthur:

–Você ta morrendo de medo, né? BOIOLA!

Arthur ficou irritado e se calou. Nós caminhávamos lentamente até a casa.

Gustavo, sempre tentando provar que era o mais valente, abriu a porta. O ruído da porta era alto e agudo, por um minuto pensei que toda a rua teria ouvido e acordado. Pedro entrou na casa me puxando pelo braço, ele era um grosso. Sophia e Gustavo entraram em seguida. Arthur e Penélope ficaram na porta pra ver se alguém estava subindo a rua. A casa estava vazia, nada de muito especial estava ali. Apenas o carpete parecia um pouco molhado, mas isso era comum, poderia haver furos no teto. Gustavo sumiu da nossa vista, naquele momento um surto de preocupação passou por nós e Pedro começou a chamar Gustavo desesperadamente. Ele não respondia. Sophia riu e disse que era só mais uma brincadeira boba que Gustavo adorava fazer com todos nós. Pedro disse que então íamos embora.

Quando nos viramos um imenso homem usando uma capa preta estava na porta, ele estava molhado, como se estivesse voltado de um lugar chuvoso. Ele gritou gravemente:

–O que fazem aqui? Não há mais paz nessa cidade?

Pedro tentou falar, mas somente sílabas saíram de sua boca. O homem caminhou em nossa direção e berrou:

–ANDEM SEUS INTROMETIDOS! VÃO EMBORA DA MINHA CASA! NÃO HÁ NADA PRA VOCÊS AQUI!

Sophia sussurrou algo sobre Gustavo em meu ouvido, eu fiquei seriamente preocupada com Gustavo ali, o dono da casa tinha voltado e pelo seu porte não era das pessoas mais calmas. Eu puxei a blusa de Pedro e sussurrei o nome GUSTAVO.

Ele me olhou desesperado enquanto o homem gritou:

–Andem! Vocês não querem que eu os coloque para fora, não é?

Eu senti meu sangue congelar!

–ANDEM SEUS INÚTEIS!

O homem gritou andando em nossa direção, eu fiquei parada, estática, como se quisesse acordar de um sonho. Pedro me puxou, me fazendo rolar no carpete sujo de poeira. Pedro e Sophia saíram afobados da casa me puxando. Eu estava em estado de choque e não conseguia pensar em mais nada.

–Vai Laura! Pára de fazer essa cara de idiota e acorda pra vida!

Disse Pedro me levantando. Sophia sussurrou:

–Demos sorte!

Pedro olhou para os lados e viu que Gustavo estava encostado no muro, ele não se conteve:

–Seu Filho da mãe! Que cara de pau, você nos deixou lá sozinhos e correu aqui pra fora!

Gustavo olhou para Pedro e riu:

–Você está louco, Pedro? Eu disse que eu tava saindo e você nem ouviu! Pedro olhou pra ele com raiva e berrou:

–Poderia ter nos avisado que o dono da casa tinha entrado! OLHA O ESTADO QUE A LAURA TÁ!

Gustavo riu debochadamente:

–Você está mesmo muito louco, Pedrão! Ninguém entrou na casa! Eu não vi nada!

Eu olhei para Pedro e Sophia, aquilo não era só nossa imaginação. Havia sim algo ali, algo que nenhum de nós conhecia ou temia! Nós voltamos pra casa e fingimos que nada havia acontecido. Mas a CASA ainda está lá, do jeito que nós deixamos. E eu sei que aquele homem ainda está lá, apenas esperando que mais alguém tenha a coragem de ir lá.

Porque dessa vez, ELE NÃO VAI DEIXAR ESCAPAR!


Para dúvidas, críticas, elogios, xingamentos, ameaças de morte, ou pra contar uma história que aconteceu com um amigo, do primo, do chefe do cunhado do vizinho da sua vó, ou pedidos de casamento, (que serão prontamente rejeitados), exercite sua liberdade de expressão em mascador_de_borboleta@hotmail.com